Acordo Mercosul-UE é visto como avanço pela ABPA para setor de proteínas

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avaliou positivamente o recente acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), considerando-o um marco para a previsibilidade comercial e o fortalecimento das relações entre os blocos. A entidade enfatizou que esse resultado é fruto de um processo longo e complexo, que traz impactos significativos para o setor de proteínas animais.

Entre as principais novidades do acordo, destaca-se a criação de um contingente tarifário adicional de 180 mil toneladas anuais de carne de frango, que será compartilhado entre os países do Mercosul. Para a carne suína, o tratado estabelece um contingente tarifário preferencial de 25 mil toneladas anuais, além de novas cotas para ovos processados e albuminas. A ABPA observa que a implementação dessas medidas será gradual, ao longo de seis anos, e dependerá de trâmites sanitários junto à UE.

A entidade acredita que o acordo pode melhorar a posição do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais no mercado global. No entanto, os impactos positivos serão graduais e exigirão coordenação entre os países do bloco para definir a alocação das cotas. A ABPA alerta que o sucesso depende de uma implementação técnica e transparente, alinhada aos princípios do comércio internacional e da segurança alimentar.

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