Groenlândia rejeita controle dos EUA após ameaças de Trump

Marcela Guimarães
Tempo: 1 min.

O governo da Groenlândia reafirmou nesta segunda-feira, 12, que não permitirá que os Estados Unidos assumam o controle da ilha sob nenhuma circunstância. A declaração surge após o presidente americano, Donald Trump, ter intensificado suas ameaças de anexação, alegando que a Groenlândia é de interesse estratégico e que sem a ação dos EUA, outros países, como Rússia e China, poderiam tomar o controle da região.

O território dinamarquês, que conquistou autonomia em 1979, tem uma população que se opõe à ideia de ser controlada pelos Estados Unidos. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, advertiu que qualquer tentativa de anexação militar por parte de Washington poderia resultar na destruição da OTAN. A Groenlândia, que abriga uma base militar americana, desempenha um papel estratégico no Ártico, aumentando a tensão nas relações internacionais.

As declarações de Trump e a resposta do governo groenlandês podem afetar não apenas as relações EUA-Groenlândia, mas também a dinâmica da OTAN e a segurança na região do Ártico. O comissário da União Europeia para Defesa, Andrius Kubilius, enfatizou que qualquer agressão militar teria consequências negativas para a população da Groenlândia e que a União Europeia estaria disposta a oferecer apoio à Dinamarca caso necessário.

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