Pelo menos 648 manifestantes perderam a vida em protestos no Irã, conforme reportou a organização Iran Human Rights nesta segunda-feira, 12. A contagem de mortes aumentou drasticamente, refletindo a violenta repressão do regime desde o início dos atos em 28 de dezembro, que foram motivados por uma grave crise inflacionária e o colapso da moeda local.
A situação no país se agrava à medida que as manifestações se espalham rapidamente, desafiando um regime que já enfrenta sérias dificuldades econômicas e sanções internacionais. O bloqueio de internet imposto pelas autoridades dificultou a verificação independente dos relatos sobre os eventos. O diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam, enfatizou que a comunidade internacional deve agir para proteger os manifestantes civis contra a violência estatal.
As repercussões desses eventos podem ser significativas, tanto internamente quanto nas relações internacionais do Irã. O ministro das Relações Exteriores do país afirmou que o governo está aberto a negociações, mas também preparado para a guerra, em um momento em que a pressão sobre o regime aumenta. As tensões com os Estados Unidos também se intensificaram, com declarações de apoio aos manifestantes e ameaças de intervenções, criando um cenário potencialmente volátil para o futuro do país.

