Desafios de Bolsonaro para implementar impeachment de ministros do STF

Rodrigo Fonseca
Tempo: 1 min.

A estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro para eleger uma bancada forte no Senado, com o intuito de possibilitar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta barreiras significativas. Mesmo com a ascensão de partidos de direita, a análise do cientista político Adriano Cerqueira revela que a maioria numérica não se traduz em disposição para um confronto direto com o Judiciário.

Cerqueira destaca que, apesar do ambiente eleitoral favorável à direita, a prioridade do Congresso deverá ser a estabilidade e a agenda econômica. Ele argumenta que a possibilidade de um impeachment dependeria mais de escândalos éticos concretos do que de razões políticas, o que atualmente não parece ser um forte motivador no Senado. A consolidação de propostas que revisam a dosimetria das penas pode diminuir ainda mais a tensão institucional.

Por fim, a perspectiva de Flávio Bolsonaro como uma figura central no conservadorismo pode trazer uma abordagem mais moderada e conciliatória no Congresso. Cerqueira sugere que a tendência será buscar uma agenda conservadora focada na economia, ao invés de reavivar conflitos passados com o STF. Assim, o plano de revanche de Bolsonaro enfrenta um cenário que privilegia a estabilidade em detrimento do embate político.

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