No dia 12 de janeiro de 2026, o autor Boris Muñoz analisou as repercussões da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela após a derrubada de Nicolás Maduro. Ele observou que, embora muitos venezuelanos esperassem um retorno à democracia, a situação poderia rapidamente evoluir para uma forma de tutela americana, onde as decisões seriam tomadas em Washington, não em Caracas. Isso levanta preocupações sobre a verdadeira autonomia do país e o futuro de sua população.
O texto também se concentra nas complexidades envolvidas na governança da Venezuela, com a continuidade do regime chavista sob novos líderes. A falta de celebração significativa após a remoção de Maduro indica uma população ainda assustada e exausta. A análise sugere que, para evitar uma nova ditadura ou um estado de protetorado, os venezuelanos devem exigir participação no processo de transição política e na restauração de suas instituições democráticas.
Muñoz conclui que a verdadeira liberdade e soberania da Venezuela dependem da capacidade de seus cidadãos de moldar seu futuro. A intervenção americana deve ser cuidadosamente calibrada para não reproduzir padrões de dominação que o país tem tentado superar por gerações. O autor enfatiza que o papel dos EUA deve ser limitado a ajudar na criação de condições de estabilidade, permitindo que os venezuelanos decidam seu próprio destino.

