‘O Agente Secreto’ conquista prêmios e gera debate sobre financiamento cultural

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O filme ‘O Agente Secreto’, protagonizado por Wagner Moura, alcançou reconhecimento internacional ao vencer prêmios no Globo de Ouro, incluindo melhor ator e melhor filme em língua não-inglesa. Com um orçamento estimado em R$ 27 milhões, a produção recebeu financiamento principalmente de investidores estrangeiros, sendo que aproximadamente R$ 14 milhões vieram de fundos da França, Alemanha e Holanda. No Brasil, o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) contribuiu com R$ 7,5 milhões, enquanto a iniciativa privada aportou cerca de R$ 5,5 milhões.

Criada em 1991, a Lei Rouanet visa incentivar a cultura, mas não é aplicável a longas-metragens como ‘O Agente Secreto’. O FSA, por sua vez, destina recursos para o desenvolvimento da indústria cinematográfica brasileira, financiando a produção e distribuição de obras nacionais. Ao contrário da Rouanet, que depende de renúncia fiscal, o FSA utiliza recursos arrecadados no setor audiovisual, garantindo participação econômica nas obras que apoia.

O impacto do setor audiovisual é crescente, com um estudo da Oxford Economics indicando que ele movimentou R$ 70 bilhões e gerou 600 mil empregos em 2024. Essa expansão ressalta a relevância do financiamento adequado para projetos culturais e a necessidade de clareza sobre as fontes de recursos utilizados. O debate em torno da Lei Rouanet e do FSA evidencia a importância da transparência no fomento à cultura no Brasil.

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