Japão inicia missão para extrair terras raras e reduzir dependência da China

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Nesta segunda-feira (12), o navio de perfuração científica Chikyu partiu do porto de Shimizu com a missão de extrair elementos de terras raras a uma profundidade de cerca de 6.000 metros. O objetivo é diminuir a dependência do Japão em relação à China, que é a maior fonte mundial desses minerais. A embarcação está a caminho da remota ilha de Minami Torishima, no Oceano Pacífico, onde se acredita que existam depósitos valiosos de recursos naturais.

A missão ocorre em um clima de crescente tensão entre Japão e China, especialmente após declarações da primeira-ministra japonesa, que sugeriu a possibilidade de uma resposta militar em caso de um ataque a Taiwan. A China, que controla a maior parte do mercado de terras raras, tem utilizado esse domínio como uma ferramenta de influência geopolítica, o que torna a extração local uma prioridade para Tóquio. Shoichi Ishii, diretor de um programa governamental, afirmou que a iniciativa visa diversificar as fontes de fornecimento e reduzir a dependência excessiva de um único país.

Se bem-sucedida, a missão Chikyu poderá estabelecer um novo padrão para a exploração de elementos de terras raras em profundidades sem precedentes, garantindo a cadeia de suprimentos para indústrias estratégicas no Japão. Especialistas apontam que essa abordagem pode ser fundamental para o governo japonês, especialmente em um contexto de relações comerciais tensas com a China, que, segundo relatos, restringiu suas exportações de terras raras para o Japão. A exploração desses recursos não apenas fortaleceria a economia japonesa, mas também poderia impactar a dinâmica de poder regional.

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