As autoridades sírias prenderam, nesta segunda-feira (12), dois membros do Estado Islâmico, identificados como Ahmed Atalá al Diab e Anas al Zarrad. Eles são acusados de perpetrar um atentado contra a mesquita Imam Ali Bin Abi Talib, em Homs, que deixou ao menos oito mortos no ataque de 26 de dezembro. A detenção se deu em meio a crescentes tensões na comunidade alauíta, que já havia protestado contra a violência sectária na região.
O Ministério do Interior da Síria informou que foram apreendidos artefatos explosivos, armas, munições e documentos que comprovam o envolvimento dos suspeitos em atividades terroristas. Embora o ataque tenha sido atribuído ao Estado Islâmico, foi reivindicado pela organização Saraya Ansar al Sunna, considerada por especialistas como uma fachada do EI. Esse cenário levanta questões sobre a complexidade do extremismo na região e a segurança das minorias religiosas.
As detenções e as investigações em andamento podem ter implicações significativas para a segurança na Síria, especialmente em um contexto onde a violência sectária tem se intensificado. As autoridades locais estão sob pressão para garantir a proteção da comunidade alauíta e evitar novos episódios de violência. A situação continua a ser monitorada de perto, dada a fragilidade da paz na região.

