Irã afirma controlar protestos enquanto violência persiste no país

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as autoridades têm “controle total” sobre a situação no país, mesmo após semanas de intensos protestos que já deixaram centenas de mortos. As declarações surgem em meio a manifestações em apoio ao regime, que ocorrem em resposta aos apelos por mudanças no governo. Os protestos começaram em 28 de dezembro, após a desvalorização da moeda local e rapidamente se transformaram em um desafio significativo ao regime do aiatolá Ali Khamenei.

Enquanto o governo promove comícios pró-regime, os vídeos nas redes sociais revelam a brutalidade das manifestações, com gritos de “morte a Khamenei”. A Human Rights Activist News Agency reporta mais de 540 mortos e 10 mil detenções, refletindo a gravidade da repressão. O acesso à internet continua amplamente restrito, dificultando a verificação de informações sobre a situação no país.

As tensões aumentam com a declaração de Araghchi, que acusa os EUA e Israel de interferência nos conflitos, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estuda possíveis ações em resposta à repressão. A escalada de violência pode impactar o preço do petróleo, que já subiu devido a temores sobre a oferta iraniana. O cenário permanece instável, com o governo iraniano ainda se preparando para negociações com os EUA, embora os detalhes permanecem incertos.

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