O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou sua insatisfação com a Exxon Mobil ao afirmar que poderia restringir a empresa de investir na Venezuela. A declaração ocorreu após o CEO da Exxon, Darren Woods, mencionar que o país é considerado ‘não investível’ em uma reunião na Casa Branca, onde estavam presentes outros executivos do setor petrolífero. Trump fez os comentários durante o retorno a Washington no Air Force One, reforçando seu desdém pela resposta da empresa.
Woods explicou que a Venezuela precisaria implementar mudanças em suas leis para ser uma opção atrativa de investimento, um tema central da conversa que ocorreu menos de uma semana depois que as forças dos EUA depuseram o presidente venezuelano Nicolás Maduro. A Exxon, junto com outras grandes petrolíferas americanas, tem um histórico complicado no país, onde seus ativos foram nacionalizados no passado, levando a processos de arbitragem. Essa nova declaração do CEO minou as esperanças da administração Trump de promover um renascimento na indústria petrolífera da Venezuela.
As implicações dessa situação são significativas, refletindo não apenas a hesitação das empresas americanas em retornar a um mercado instável, mas também a fragilidade das relações entre o governo dos EUA e a Venezuela. Trump, ao demonstrar descontentamento com a Exxon, pode estar preparando o terreno para uma abordagem mais agressiva em relação às empresas que não se alinham com suas expectativas. O futuro do investimento na Venezuela continua incerto, enquanto a administração americana busca formas de revitalizar a economia do país sob novas condições políticas.

