Na segunda-feira (12), o governo do presidente Donald Trump intensificou suas críticas ao Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, gerando um clima de incerteza sobre a política monetária. As declarações de Trump, que abordaram a autonomia do Fed, resultaram em quedas no dólar, nos Treasuries e nos futuros das ações americanas, levando investidores a questionar a estabilidade da economia. A pressão sobre o Fed também foi exacerbada por uma investigação do Departamento de Justiça que envolveu seu presidente, Jerome Powell.
Investidores expressaram preocupações sobre a independência do Fed, um tema sensível que voltou a ser debatido nos mercados. A diminuição da confiança na capacidade do banco central de conduzir a política monetária pode impulsionar a diversificação de ativos, com um aumento na busca por investimentos considerados mais seguros, como o ouro. Analistas apontam que essa dinâmica pode levar a um enfraquecimento ainda maior do dólar, além de provocar volatilidade nas ações.
As implicações das críticas de Trump ao Fed são significativas, especialmente com a proximidade das eleições de meio de mandato. A situação atual destaca a tensão entre a política e a economia, com investidores avaliando a necessidade de reduzir a exposição a ativos americanos. Embora alguns especialistas considerem que a investigação ao Fed pode ser mais uma especulação, as consequências a longo prazo dessa pressão podem ser profundas e impactar a credibilidade das instituições financeiras dos EUA.

