Jornalista com distrofia muscular relata desafio na cobertura das Ashes

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

Um jornalista freelancer, que convive com uma forma de distrofia muscular, decidiu cobrir a série Ashes na Austrália, apesar das suas preocupações sobre as exigências físicas da jornada. A frase de Ben Stokes, “A Austrália não é para homens fracos”, ressoou em sua mente, mas a oportunidade de registrar o evento esportivo foi considerada irresistível, mesmo diante do desempenho insatisfatório da equipe inglesa.

O autor reflete sobre como sua presença não estava condicionada ao sucesso da seleção inglesa, ressaltando que decisões baseadas no desempenho da equipe podem levar à frustração. Ele menciona que as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência são frequentemente subestimadas, o que torna sua experiência ainda mais significativa. A cobertura se torna, assim, uma reflexão sobre as barreiras que jornalistas e profissionais com deficiência muitas vezes enfrentam em ambientes desafiadores.

Essa experiência levanta importantes questões sobre acessibilidade e inclusão no jornalismo esportivo. Ao compartilhar sua jornada, o autor não apenas documenta o evento, mas também destaca a necessidade de um diálogo mais amplo sobre como tornar o mundo do esporte e da mídia mais acolhedores para todos. A série Ashes, apesar de seu histórico competitivo, se transforma em um palco para discussões sobre superação e inclusão.

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