Copa do Mundo 2026: impactos no varejo e na Bolsa de Valores

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

A Copa do Mundo de Futebol de 2026, marcada para os Estados Unidos, Canadá e México, promete gerar efeitos variados no varejo brasileiro. Segundo um estudo do Santander Brasil, enquanto empresas como Grupo SBF e Mercado Livre podem se beneficiar das vendas de produtos relacionados ao futebol, redes de moda, como Renner e C&A, devem ser negativamente impactadas pela redução do fluxo de clientes durante os dias de jogos da Seleção Brasileira.

Os analistas do Santander destacam que a Copa deste ano terá um formato expandido, o que prolongará sua duração e, possivelmente, seus efeitos econômicos. O horário das partidas, que ocorrerão fora do horário comercial, é uma variável a ser considerada, pois poderá afastar consumidores das lojas físicas. A performance da Seleção Brasileira também será crucial para determinar o número de vendas durante o torneio, com impactos diretos nas receitas dos varejistas.

Por fim, o banco prevê que a Copa do Mundo trará um impacto negativo geral nas vendas do varejo no segundo e terceiro trimestres de 2026, especialmente para lojas físicas. Isso se deve à diminuição do movimento nos dias de jogos, com consequências mais severas para setores de moda, enquanto outras categorias, como alimentos e bebidas, podem compensar a perda com a demanda específica durante os jogos. Assim, as expectativas são de um cenário misto para o varejo brasileiro durante o evento esportivo.

Compartilhe esta notícia