Corte Internacional de Justiça abre caso de genocídio contra rohingyas de Mianmar

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Refugiados rohingyas em Bangladesh aguardam com esperança o início do primeiro caso completo de genocídio na Corte Internacional de Justiça (CIJ) em mais de uma década. O processo, que visa responsabilizar Mianmar pelas violências cometidas contra essa minoria, foi formalmente aberto em 12 de janeiro de 2026. Este momento é visto como uma oportunidade crucial para que os rohingyas busquem justiça e reconhecimento por suas experiências de perseguição e violência sistemáticas.

A CIJ, com sede em Haia, na Holanda, busca abordar as alegações de genocídio apresentadas pelos representantes da comunidade rohingya. O caso pode estabelecer precedentes importantes para a proteção de minorias em situações de conflito e abuso de direitos humanos. A comunidade internacional observa atentamente o andamento do processo, que poderá ter consequências significativas para a diplomacia e a política em Mianmar.

As implicações desse caso vão além das fronteiras de Mianmar e Bangladesh, pois podem impactar a abordagem global sobre genocídios e crimes contra a humanidade. A decisão da CIJ poderá incentivar ações semelhantes em outros contextos de violação de direitos humanos. Assim, os rohingyas não apenas buscam justiça individual, mas também uma mudança mais ampla nas normas internacionais sobre proteção de minorias em risco.

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