Kleber Mendonça Filho, em coletiva após ser premiado no Globo de Ouro, abordou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O diretor, cujos trabalhos têm forte apelo político, ressaltou a relevância da memória e do passado em seu filme ‘O Agente Secreto’, que recebeu o prêmio de melhor filme em língua não-inglesa. Sua declaração ocorreu no último domingo, 11, e gerou repercussão entre jornalistas presentes.
O cineasta criticou a falta de liderança de Bolsonaro, afirmando que sua irresponsabilidade teve impactos negativos sobre o Brasil. Ele também enfatizou que o cinema pode ser um meio eficaz para processar o luto social e instou jovens cineastas dos Estados Unidos a se manifestarem sobre as questões atuais em seu país. Esta chamada à ação reflete a interseção entre arte e política, especialmente em tempos turbulentos.
A vitória de Mendonça Filho no Globo de Ouro não só reafirma seu papel como um importante narrador da sociedade brasileira, mas também abre espaço para discussões mais amplas sobre a responsabilidade dos artistas na política contemporânea. A sua mensagem ressoa em um momento em que o discurso político é crucial, destacando a capacidade do cinema de provocar reflexão e diálogo em meio a crises sociais.

