O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, anunciou que o banco central dos Estados Unidos recebeu intimações de um júri do Departamento de Justiça, que ameaçam uma possível acusação criminal relacionada ao seu depoimento ao Congresso em junho sobre reformas no Fed. Powell negou que tais intimações estejam vinculadas à sua declaração ou às obras em andamento, enfatizando que a questão central é a autonomia do Fed na definição das taxas de juros.
Em um comunicado, Powell expressou que a ameaça de acusações criminais resulta da resistência do Federal Reserve em ceder às pressões do governo Trump por cortes agressivos nas taxas de juros. Ele alertou que a política monetária não deve ser influenciada por pressões externas, mas sim fundamentada em evidências e condições econômicas. A instabilidade no mercado financeiro foi evidente, com o dólar recuando e o ouro alcançando preços recordes após a divulgação da notícia.
A situação atualmente se insere em um contexto de tensão crescente entre o governo Trump e o Federal Reserve, onde a pressão política tem se intensificado. Powell reafirmou seu compromisso em manter a integridade do banco central e a independência da política monetária. Este episódio suscita preocupações sobre o futuro do Federal Reserve e sua capacidade de operar sem interferências externas, um princípio fundamental para a estabilidade econômica.

