Reza Pahlavi, filho do último monarca do Irã, emergiu como uma figura central nas recentes manifestações contra o regime dos aiatolás, com iranianos clamando por sua liderança. Com 65 anos, Pahlavi vive no exílio e expressou sua intenção de retornar ao país no momento em que a oposição alcançar a vitória. O contexto atual é marcado por protestos intensos, que ocorrem em meio a um bloqueio de serviços de internet e telefonia, revelando a tensão e o desejo de mudança entre a população.
Historicamente, Pahlavi tem sido um opositor proeminente do regime desde a revolução de 1979, e muitos veem nele uma esperança de reunificação da oposição, que carece de uma liderança clara. Contudo, a sua capacidade de unir diferentes facções é questionada, já que grupos com visões divergentes podem não apoiá-lo, dificultando uma frente unida contra o governo atual. Especialistas afirmam que o apoio a Pahlavi é, em parte, uma reação à má gestão do regime, o que levanta a necessidade de uma liderança eficaz e estratégica para canalizar as aspirações da população.
Os desdobramentos futuros dependem da habilidade de Pahlavi em articular uma coalizão ampla, tanto entre os exilados quanto no interior do Irã. Com o apoio de figuras proeminentes da oposição, ele defende a realização de um referendo sobre a forma de governo após a possível queda do regime. No entanto, a divisão existente na oposição e a repressão contínua por parte do governo ressaltam que a luta por um Irã democrático e próspero será um desafio complexo e multifacetado.

