Nos últimos quinze dias, o Irã tem sido palco de intensos protestos contra o regime dos aiatolás, que se tornaram cada vez mais violentamente reprimidos pelas forças de segurança. As manifestações começaram em Teerã, nos principais bazares, como resposta à crise econômica e à inflação descontrolada, mas rapidamente se expandiram para outras cidades, com os manifestantes exigindo a saída do aiatolá Ali Khamenei do poder.
Desde o início dos protestos, o clima tem se agravado. A renúncia do chefe do Banco Central e as declarações do presidente do Irã, que busca diálogo com comerciantes e sindicatos, não foram suficientes para apaziguar a população. Relatos de mortes durante a repressão emergiram, com um balanço de pelo menos 400 mortos, incluindo membros das forças de segurança, destacando a gravidade da situação.
A repressão culminou em medidas extremas, como um apagão total da internet, denunciado por defensores dos direitos humanos. O exilado Reza Pahlavi, filho do último xá, se posicionou como um potencial líder para uma transição democrática, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação a situação no Irã e as possíveis consequências de uma crise que se intensifica a cada dia.

