O Partido dos Trabalhadores (PT) está pressionando o PSOL a se unir em uma federação de esquerda, com foco nas eleições de outubro. Essa união é vista como fundamental para aumentar a competitividade do campo progressista no Congresso, onde o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enfrentado dificuldades significativas nos últimos tempos.
As lideranças petistas argumentam que a inclusão do PSOL é estratégica, especialmente considerando que o partido já ocupa dois ministérios no governo. A proposta de federação também englobaria a Rede, ampliando a base de apoio da chapa de Lula. No entanto, integrantes do PSOL expressam preocupações sobre a perda de autonomia e a necessidade de uma decisão que preservasse a identidade de sua legenda.
As negociações continuam, mas a presidente do PSOL, Paula Coradi, já descartou publicamente a possibilidade de adesão à federação. O PT, por sua vez, vê a colaboração como vital para enfrentar um Congresso dominado por forças conservadoras e busca uma resposta clara do PSOL sobre a proposta, evidenciando a complexidade e os desafios da coalizão política atual.

