Em 7 de janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o lecanemabe, medicamento indicado para pacientes diagnosticados com Alzheimer em estágios iniciais. Produzido pela farmacêutica Eisai, o lecanemabe é o segundo fármaco liberado no Brasil para esta condição, seguindo o donanemabe, que foi aprovado em abril do ano anterior.
O lecanemabe atua contra a proteína beta-amiloide, comum em placas no cérebro de indivíduos com Alzheimer. Embora a medicação não promova ganhos sintomáticos imediatos, estudos indicam que pode retardar a progressão do declínio cognitivo. O neurologista Paulo Caramelli, da UFMG, destaca que o tratamento é destinado a casos em que os pacientes ainda mantêm a autonomia em atividades de vida diária.
Entretanto, a implementação do lecanemabe no Sistema Único de Saúde enfrenta desafios significativos, como o alto custo estimado em cerca de R$ 140 mil anuais e a logística complexa de aplicação. Especialistas enfatizam a importância da capacitação de equipes de saúde para monitorar pacientes, considerando os potenciais efeitos colaterais e contraindicações do tratamento, especialmente em portadores de certas variantes genéticas.

