Anvisa aprova lecanemabe, novo tratamento para Alzheimer em estágios iniciais

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

No dia 7 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do lecanemabe, conhecido comercialmente como Leqembi, um medicamento biológico destinado a pacientes com Alzheimer em estágios iniciais. A decisão segue a tendência global, já que a droga foi aprovada em pelo menos 48 países. O tratamento é indicado para aqueles que apresentam comprometimento cognitivo leve ou demência leve, com a expectativa de retardar a progressão da doença.

O lecanemabe atua contra a proteína beta-amiloide, que se acumula no cérebro de indivíduos com Alzheimer. Embora os especialistas, como o neurologista Paulo Caramelli, ressaltem que o medicamento pode não proporcionar ganhos sintomáticos imediatos, ele pode ser crucial para desacelerar o declínio cognitivo ao longo do tempo. A administração do fármaco requer infusões a cada duas semanas, e testes genéticos são necessários para evitar complicações em pacientes com risco elevado de efeitos colaterais.

Entretanto, o alto custo do lecanemabe, que pode chegar a aproximadamente U$ 26 mil por ano, levanta preocupações sobre sua viabilidade no Sistema Único de Saúde (SUS). A falta de infraestrutura adequada e a necessidade de capacitação das equipes de saúde para monitoramento também são desafios a serem superados. Especialistas defendem a importância de adquirir experiência com esses medicamentos antes de discutir sua possível inclusão na rede pública de saúde.

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