Em 11 de janeiro de 2026, as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas por curdos, anunciaram a retirada de seus combatentes de Aleppo, após dias de confrontos mortais com o governo sírio. O acordo para o cessar-fogo possibilitou a evacuação de civis e feridos dos bairros de Ashrafieh e Sheikh Maqsud. A decisão foi confirmada pela agência de notícias oficial síria, que reportou a saída de ônibus transportando os membros das FDS.
Os combates em Aleppo resultaram na morte de pelo menos 21 civis e deslocaram cerca de 155 mil pessoas, conforme fontes locais. A violência, considerada a mais intensa na cidade desde 2024, ocorreu em meio a dificuldades para a implementação de um acordo de integração entre as forças curdas e a administração síria. As FDS, que têm apoio dos Estados Unidos, denunciaram violações contra seus cidadãos, enquanto o governo sírio prometeu segurança aos combatentes que deixassem a cidade.
As repercussões do conflito levantam preocupações sobre a escalada regional, com a Turquia se mostrando disposta a intervir ao lado das forças sírias. O enviado dos EUA pediu moderação e uma retomada do diálogo entre as partes envolvidas. As tensões em Aleppo refletem a fragilidade da situação política na Síria e a necessidade urgente de soluções diplomáticas para evitar mais deslocamentos e perdas humanas.

