Policial morre sob custódia na Venezuela em meio a libertações políticas

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Um policial, acusado de traição à pátria, faleceu no último sábado (10) sob custódia do Estado na Venezuela. Segundo relatos de opositores e organizações de direitos humanos, sua morte ocorreu 62 horas após o governo anunciar a libertação de um ‘número significativo’ de detidos, incluindo presos políticos e estrangeiros. O caso levanta preocupações sobre as condições de detenção e a segurança dos prisioneiros no país.

As alegações de violação dos direitos humanos na Venezuela são amplamente documentadas, com a ONG Foro Penal afirmando que mais de 800 pessoas permanecem encarceradas por motivos políticos. A morte do policial, identificado como Edison José Torres Fernández, de 52 anos, ocorre em um contexto de crescente pressão internacional sobre o governo, que é acusado de reprimir opositores. A situação é ainda mais alarmante, uma vez que, desde 2014, 18 presos políticos já faleceram sob custódia estatal.

A reação do governo venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez, apresenta as libertações como um gesto de ‘convivência pacífica’, mas críticos sustentam que a medida não é suficiente para aliviar a crise humanitária. Enquanto isso, a Casa Branca mantém sua postura dura em relação ao regime de Nicolás Maduro, associando as ações do governo venezuelano à influência dos Estados Unidos na região. O cenário político permanece tenso, com a comunidade internacional atenta aos desdobramentos futuros na Venezuela.

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