No dia 8 de janeiro de 2026, o presidente do Brasil, em um ato simbólico, anunciou o veto ao projeto de lei que pretendia reduzir as penas de condenados pela tentativa de golpe de Estado de 2023. A decisão, tomada no terceiro aniversário dos eventos que chocaram o país, gerou reações entre os parlamentares e reacendeu um debate que pode impactar a relação entre o Executivo e o Legislativo. O projeto vetado incluía figuras ligadas ao ex-presidente e seus apoiadores, que enfrentam penas severas por suas ações naquele dia.
O veto foi recebido de forma positiva por parte da militância que participou do evento, mas trouxe à tona a divisão existente no Congresso. Para os governistas, o 8 de Janeiro representa um marco na defesa da democracia, enquanto os opositores consideram o veto uma afronta ao diálogo político. A lei que Lula vetou poderia ter reduzido as penas de alguns dos condenados, o que é visto como uma tentativa de diminuir as consequências da tentativa de golpe, algo que o governo se recusa a fazer.
Como resultado imediato, o veto pode dificultar a aprovação de outras pautas importantes para o governo, que já enfrenta um ano complicado no Congresso. Parlamentares já anunciam a intenção de retomar discussões sobre anistia para os condenados, o que pode acirrar ainda mais os ânimos no Legislativo. O cenário atual sugere que a tensão entre as casas legislativas e o Palácio do Planalto está longe de ser resolvida, impactando diretamente a governabilidade.

