Após um período em que o trabalho remoto parecia ser a norma, empresas, tanto no Brasil quanto no exterior, começaram a exigir a presença física de seus funcionários novamente. No Brasil, a Amazon e a Petrobras, entre outras, estão reavaliando suas políticas de trabalho, com o Itaú demitindo colaboradores por baixa produtividade relacionada ao home office. Em São Paulo, a ocupação de edifícios comerciais atingiu um recorde histórico, impulsionando a necessidade de mais espaço por parte das empresas.
Estudos indicam que a produtividade dos trabalhadores em home office é inferior à dos que atuam nos escritórios. A pesquisa do Insper, em parceria com a consultoria Robert Half, revela que a maioria dos brasileiros voltou a cumprir mais da metade de sua carga horária em ambientes corporativos. A mudança é impulsionada pela necessidade de colaboração e eficiência, com empresas como o Nubank adotando um modelo híbrido que exige a presença de funcionários em dias específicos da semana.
As implicações dessa tendência são significativas, não apenas para a cultura corporativa, mas também para a dinâmica do mercado de trabalho. A presença física é vista como um fator crucial para a tomada de decisões rápidas e para a manutenção da produtividade. Com o faturamento do setor de viagens corporativas alcançando novos patamares, fica claro que o contato pessoal continua essencial para o sucesso dos negócios, desafiando a ideia de que o trabalho remoto é a única solução viável para o futuro.

