Protestos no Irã desafiam regime e atraem apoio internacional

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

No Irã, manifestantes voltaram às ruas em diversas cidades no dia 10 de janeiro de 2026, desafiando o regime dos aiatolás e a repressão brutal, entoando slogans antigovernamentais. O clima de tensão se intensificou após duas semanas de manifestações, que começaram devido ao alto custo de vida, e culminaram em um bloqueio da internet que impede a livre comunicação entre os cidadãos. Informações sobre os protestos foram divulgadas por vídeos que conseguem contornar essa censura, mostrando a determinação da população.

As organizações não governamentais relatam um aumento alarmante no número de mortos, que já ultrapassa 116, incluindo membros das forças de segurança. O governo iraniano, por sua vez, tem minimizado a gravidade da situação, classificando os manifestantes como terroristas e acusando-os de serem inimigos do Estado. Em meio a esse cenário, o ex-príncipe herdeiro Reza Pahlavi convocou uma greve geral, enquanto a repressão se intensifica, com o procurador-geral alertando sobre severas punições para os envolvidos nos protestos.

As repercussões internacionais também são significativas, com o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que o Irã ‘anseia por liberdade’ e que os EUA estão prontos para intervir. A presidente da Comissão Europeia expressou apoio aos manifestantes, enquanto os líderes iranianos ameaçam possíveis retaliações contra interesses americanos e israelenses. Este cenário ilustra um momento crítico para a República Islâmica, que enfrenta um dos maiores desafios desde sua fundação, em 1979.

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