Protestos no Irã crescem, mesmo com repressão e bloqueio de internet

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Na noite de sábado, uma nova onda de protestos eclodiu em Teerã, capital do Irã, desafiando o governo em um cenário de crescente repressão. As manifestações, que começaram há duas semanas por comerciantes insatisfeitos com a crise econômica, ocorrem em meio a um bloqueio de internet de 48 horas, que dificulta a disseminação de informações e a mobilização. O movimento é considerado um dos mais significativos contra as autoridades teocráticas desde a Revolução Islâmica de 1979.

O descontentamento popular é palpável, com manifestantes realizando panelaços e clamando por liberdade enquanto a repressão governamental se intensifica. A ONG de direitos humanos Iran Human Rights reportou a morte de pelo menos 51 manifestantes, incluindo crianças, destacando a gravidade da situação. A comunidade internacional, incluindo a presidente da Comissão Europeia e o ex-presidente dos EUA, expressaram apoio aos protestos, aumentando as pressões sobre o regime iraniano.

O futuro dos protestos ainda é incerto, mas especialistas temem que a situação se agrave, com possíveis massacres sob a cobertura do bloqueio de comunicações. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e outros altos funcionários governamentais descreveram os manifestantes como vândalos, culpando potências estrangeiras pela instabilidade. Enquanto isso, a mobilização popular continua a desafiar a narrativa oficial e a exigir mudanças significativas no país, refletindo um anseio por liberdade e justiça.

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