Pesquisadores da Universidade de Lancashire, no Reino Unido, publicaram um estudo que indica que a prática regular de exercícios físicos pode ser tão eficaz no tratamento da depressão quanto a terapia psicológica e medicamentos antidepressivos. A revisão analisa dados de 73 ensaios clínicos, envolvendo cerca de 5 mil adultos diagnosticados com a condição, e foi publicada em 10 de janeiro de 2026.
Os resultados apontam que a atividade física resulta em uma redução moderada dos sintomas depressivos em comparação com a ausência de tratamento. Quando comparados à terapia psicológica, os efeitos foram semelhantes, embora as comparações com medicamentos tenham mostrado resultados menos consistentes. A pesquisa destaca que exercícios de intensidade leve a moderada podem ser mais benéficos do que treinos mais intensos, sugerindo uma abordagem mais acessível para o manejo da depressão.
Além de ser uma alternativa de baixo custo, os efeitos adversos do exercício foram considerados raros, enquanto os medicamentos frequentemente geravam efeitos colaterais. O professor Andrew Clegg, um dos autores do estudo, ressalta que, apesar de a atividade física funcionar bem para muitos, é essencial que cada indivíduo encontre a abordagem que melhor se adapta às suas necessidades e que possam manter ao longo do tempo.

