Cientistas reavaliam autismo como resultado da evolução humana

Isabela Moraes
Tempo: 1 min.

Pesquisadores da Universidade de Stanford propuseram uma nova abordagem sobre o autismo, sugerindo que o transtorno pode ser um produto da evolução biológica do cérebro humano. Publicado na revista Molecular Biology and Evolution, o estudo analisou a evolução de neurônios excitatórios no neocórtex, revelando uma rápida adaptação na linhagem humana, que coincide com uma maior prevalência de traços autísticos.

Essa nova visão destaca que, apesar das dificuldades associadas ao transtorno, muitos indivíduos autistas possuem habilidades únicas, como reconhecimento de padrões e sistematização. O aumento no número de diagnósticos de autismo, especialmente em países de alta renda, levanta questões sobre as pressões seletivas que podem ter influenciado a evolução humana e a importância da neurodiversidade na sociedade moderna.

As implicações dessa pesquisa são vastas, pois desafiam a perspectiva tradicional do autismo e levantam a necessidade de uma reavaliação dos sistemas educacionais e sociais. A inclusão de pessoas autistas em diferentes esferas da vida social é essencial para garantir que a diversidade cognitiva seja valorizada. Assim, a compreensão do autismo como parte da evolução humana pode contribuir para um futuro mais inclusivo e equitativo.

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