Protestos no Irã provocam 65 mortes e mais de 2 mil detenções

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Os protestos no Irã, que começaram em 28 de dezembro, já resultaram em ao menos 65 mortes e 2.311 prisões, segundo a Human Rights Activists News Agency. As manifestações, que são as mais significativas em décadas, foram impulsionadas por uma grave crise econômica, exacerbada pela desvalorização do rial e pela inflação, levando a população a exigir mudanças. O governo iraniano respondeu com restrições severas à internet, dificultando a comunicação entre os manifestantes.

Grandes concentrações de pessoas ocorreram em cidades como Teerã e Mashhad, onde foram reportadas subnotificações alarmantes sobre o número de mortos. O exilado Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irã, convocou a população a intensificar os protestos e organizou uma greve nacional nos setores de petróleo e transporte. As autoridades iranianas ainda não forneceram um balanço oficial sobre os eventos, gerando um clima de incerteza entre os cidadãos.

A situação no Irã atraiu a atenção internacional, com líderes da França, Reino Unido e Alemanha pedindo ao governo que respeite os direitos dos cidadãos. Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores de Omã chegou a Teerã, destacando a importância de negociações em meio às crescentes tensões. O futuro dos protestos e a resposta do governo iraniano permanecem incertos, mas o clamor por mudança continua a ressoar nas ruas do país.

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