O Vaticano tentou intervir para assegurar asilo ao então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, dias antes da operação militar dos Estados Unidos que resultou na sua captura. Em 24 de dezembro, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, se reuniu com o embaixador americano na Santa Sé, Brian Burch, para discutir os planos dos EUA para a Venezuela.
Durante a conversa, Parolin expressou a necessidade de oferecer a Maduro uma ‘porta de saída’, ressaltando que a Rússia estava disposta a garantir asilo. Ele também buscou contato com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, visando evitar um potencial derramamento de sangue em Caracas, enquanto reconhecia a necessidade de mudança de liderança no país.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados pelos EUA em 3 de janeiro, enquanto estavam no palácio presidencial em Caracas. Atualmente, eles aguardam julgamento em Nova York, enfrentando acusações de narcotráfico, mas alegam inocência. A situação suscita preocupações sobre as implicações políticas e humanitárias da operação militar e da resposta do Vaticano.

