Partidos da Groenlândia rejeitam tentativa de Trump de aquisição da ilha

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Na última sexta-feira, os cinco partidos políticos da Groenlândia se uniram para emitir uma declaração conjunta que rejeita as tentativas do presidente Donald Trump de adquirir a ilha, atualmente um território autônomo da Dinamarca. A declaração, assinada por líderes políticos, incluindo o primeiro-ministro, ressalta: “Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses”. Essa postura busca reafirmar a autonomia e o desejo do povo groenlandês de determinar seu próprio futuro.

O contexto para essa declaração vem das insistentes tentativas de Trump em adquirir a Groenlândia, apresentando isso como uma prioridade de segurança nacional em meio à competição crescente com potências como Rússia e China. O presidente afirmou que a Groenlândia possui recursos naturais valiosos, o que a torna um alvo estratégico. Em resposta, os líderes groenlandeses enfatizaram que a desconsideração dos EUA por seu país deve terminar e que o parlamento local convocará uma reunião para discutir as ameaças americanas.

As implicações dessa declaração são significativas, não apenas para a Groenlândia, mas também para as relações entre os EUA e seus aliados europeus. A crescente resistência da Groenlândia e o apoio de países europeus à sua posição indicam uma possível escalada nas tensões geopolíticas em uma região já sensível. Além disso, a primeira-ministra dinamarquesa advertiu que uma tentativa militar dos EUA poderia ameaçar a estabilidade da NATO, ressaltando a necessidade de um diálogo respeitoso sobre a soberania groenlandesa.

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