O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou, em 9 de janeiro de 2026, Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro interino da Justiça e Segurança Pública. A decisão ocorre após a exoneração de Ricardo Lewandowski, que deixa a pasta em um momento de reestruturação, onde Lula pretende dividir as funções entre Justiça e Segurança. Essa mudança pode indicar uma demora na escolha de um sucessor definitivo para Lewandowski, conforme sinaliza o governo.
A saída de Lewandowski e a intenção de Lula de criar uma nova pasta para a Segurança Pública provocaram uma intensa disputa interna no Partido dos Trabalhadores (PT). Nomes como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Carvalho, estão entre os candidatos para a nova posição. Além deles, outros postulantes, como a deputada Delegada Adriana Accorsi, também são cogitados, refletindo a complexidade da composição política que Lula busca.
A nomeação interina de Manoel Carlos pode ser estratégica para o presidente, que enfrenta um cenário em que cerca de 20 ministros deixarão seus cargos para concorrer nas eleições de outubro. A disputa pela nova vaga na Segurança Pública não apenas intensifica as rivalidades dentro do PT, mas também oferece a Lula a oportunidade de fazer alianças políticas, considerando que partidos como o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin, podem ser contemplados nesse processo. A situação promete evoluir à medida que as eleições se aproximam e as decisões sobre a nova estrutura ministerial se consolidam.

