O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, revelou sua intenção de que o país elimine gradualmente a ajuda militar dos Estados Unidos dentro de uma década. Em entrevista à revista The Economist, publicada em 9 de janeiro de 2026, Netanyahu expressou que, apesar de valorizar o apoio americano, Israel alcançou um nível de maturidade que justifica essa mudança. A ajuda atual, que soma aproximadamente 3,8 bilhões de dólares anuais, é um componente vital para a capacidade defensiva de Israel.
Netanyahu argumentou que a economia israelense está em trajetória de crescimento e que, em dez anos, pode alcançar um PIB de um trilhão de dólares. Ele também mencionou que, ao longo da história, Israel recebeu mais de 300 bilhões de dólares em ajuda militar e econômica desde sua fundação em 1948, destacando a importância deste suporte para a segurança nacional. Essa mudança de postura pode impactar as relações bilaterais entre Israel e os EUA, que têm uma longa tradição de colaboração na defesa.
A declaração de Netanyahu ocorre em um contexto de crescente autossuficiência e desafios geopolíticos para Israel, incluindo a situação na Faixa de Gaza. Recentemente, ele também fez comentários que sugerem uma necessidade de adaptação a um cenário internacional em mudança, onde Israel precisaria se preparar para uma eventual diminuição do suporte americano. Essa visão pode indicar uma nova fase nas políticas de defesa e segurança do país, além de refletir um desejo de maior independência estratégica.

