O dólar encerrou a sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, com uma queda de 1,10%, cotado a R$ 5,3658, refletindo uma movimentação inversa ao comportamento da moeda americana no mercado internacional. A desvalorização da moeda brasileira foi impulsionada por um aumento de quase 2% nos preços do petróleo e pela expectativa de que a taxa de juros interna se mantenha estável no curto prazo, mesmo após os recentes dados do payroll e do IPCA.
O relatório de emprego nos Estados Unidos revelou a criação de 50 mil postos de trabalho em dezembro, abaixo do esperado, e a taxa de desemprego caiu para 4,4%. No Brasil, o IPCA apresentou uma variação de 0,33% em dezembro, o menor índice desde 2018, o que sugere uma pressão reduzida sobre os serviços e limita as expectativas de cortes na taxa Selic a curto prazo. O gestor de fundos da AZ Quest, Eduardo Aun, destacou que o cenário eleitoral também impacta o desempenho do real em relação a outras divisas emergentes.
As perspectivas para a política monetária brasileira indicam que o Banco Central deve iniciar os cortes na taxa de juros em março, mantendo a credibilidade adquirida. Aun alerta que os principais riscos para o real incluem mudanças no ambiente externo e incertezas fiscais que podem se intensificar com a aproximação das eleições. Assim, o desempenho do dólar e do real continua dependente de fatores internos e externos, incluindo a política monetária americana e a dinâmica do mercado de trabalho.

