Michael L. Ross critica interesses dos EUA na Venezuela e descarta democracia

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Michael L. Ross, renomado cientista político da Universidade da Califórnia, expressa preocupações sobre a abordagem dos Estados Unidos em relação à Venezuela. Em suas observações, Ross ressalta que a administração Trump não faz menção à restauração da democracia no país, focando apenas em ampliar o acesso das empresas americanas ao petróleo venezuelano. Ele considera que essa estratégia apenas perpetua o autoritarismo existente, ao invés de corrigi-lo.

Ross, autor de ‘A maldição do petróleo’, argumenta que a riqueza gerada pelo petróleo, quando controlada pelo Estado, tende a concentrar poder e enfraquecer instituições democráticas. Ele relaciona esta dinâmica à história da Venezuela, onde a ascensão de Hugo Chávez e a pressão externa dos EUA contribuíram para o desmantelamento das instituições democráticas. A análise sugere que intervenções motivadas por interesses energéticos frequentemente resultam em um ciclo vicioso de autoritarismo e instabilidade.

Em suas conclusões, Ross alerta que a atual estratégia dos EUA pode repetir erros do passado, como visto em intervenções no Iraque e na Líbia, que resultaram em caos e instabilidade. Ele enfatiza que a falta de um compromisso real com a governança e a melhoria das condições de vida dos venezuelanos pode levar a uma redistribuição de poder sem um verdadeiro avanço democrático. O futuro político da Venezuela permanece incerto, com a possibilidade de que a situação se agrave sem uma abordagem mais holística e comprometida com a democracia.

Compartilhe esta notícia