As taxas de juros futuros no Brasil fecharam em alta na última sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, com o mercado precificando menores chances de corte da taxa Selic ao final do mês. A inflação acumulada em 2025, embora dentro da meta, foi pressionada principalmente pelo aumento dos preços dos serviços. A taxa do DI para janeiro de 2028, por exemplo, subiu para 13,065%, refletindo essa expectativa cautelosa do mercado.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reportou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em dezembro, encerrando 2025 com uma alta acumulada de 4,26%. Apesar de estar dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação, a pressão nos serviços permanece uma preocupação. Economistas destacam que a aceleração nos preços de serviços e bens industriais pode dificultar um alívio na política monetária mais cedo do que o esperado.
Analistas preveem que a atual política monetária restritiva terá um impacto gradual, criando condições para uma possível normalização das taxas de juros em março. A situação inflacionária desafiadora e um mercado de trabalho aquecido são fatores que incentivam a manutenção de uma postura conservadora. Assim, o cenário para cortes na Selic se torna cada vez mais incerto diante das recentes evidências de pressão inflacionária.

