Na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil anunciaram a aprovação da assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Esta decisão, tomada pelo Conselho Europeu, é um passo significativo após 26 anos de negociações para integrar dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto superior a US$ 22 trilhões.
Embora a celebração do acordo represente um marco, o processo ainda requer a formalização da votação pelos países da UE até as 17 horas do mesmo dia. Especialistas, como o ex-secretário de Comércio Exterior, alertam que a aprovação pelo Parlamento Europeu pode enfrentar resistência, especialmente de deputados que buscam a análise do acordo pelo tribunal superior da UE, o que poderia atrasar a implementação. Além disso, grupos ambientalistas têm manifestado preocupações sobre o impacto do tratado, classificando-o como prejudicial ao clima.
A expectativa é que, uma vez aprovado pelo Parlamento Europeu, o acordo entre em vigor bilateralmente, necessitando da ratificação por cada Estado Parte do Mercosul. No entanto, a ministra francesa da Agricultura já sinalizou que a luta contra a aprovação ainda está longe de terminar, o que poderá levar a uma votação apertada. O desdobramento desta questão será crucial para as relações comerciais entre a América Latina e a Europa, com possíveis repercussões econômicas significativas para ambos os lados.

