GPA: saída de CFO gera instabilidade e reforça novo controle acionário

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou a saída de Rafael Russowsky do cargo de diretor financeiro, completando uma série de mudanças na gestão da empresa. A movimentação ocorre em meio a um contexto de transição de controle acionário, com Alexandre Santoro assumindo simultaneamente as funções de CEO e CFO interino. Essas alterações provocaram uma diminuição de 1,76% nas ações do GPA, que agora são negociadas a R$ 3,91.

Analistas consideram a saída de Russowsky um sinal negativo para a empresa, uma vez que ele era responsável pela condução de processos críticos, como a desalavancagem e negociações tributárias. Com um nível de endividamento elevado, estimado em 4,5 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda projetado para 2025, a saúde financeira do GPA se torna uma preocupação crescente. A expectativa é de que a nomeação de Santoro, que é relativamente novo na companhia, possa aumentar os riscos associados à execução das estratégias de corte de custos.

No cenário atual, instituições financeiras como o JPMorgan mantêm recomendações negativas para as ações do GPA, enquanto a XP Investimentos adota uma postura neutra diante dos desafios enfrentados. A contínua reestruturação da gestão, combinada com pressões financeiras, coloca a empresa sob vigilância intensa no mercado. O futuro do GPA dependerá de sua capacidade de estabilizar a liderança e melhorar a governança em um momento crítico de transição.

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