Em 9 de janeiro, os países-membros da União Europeia aprovaram o aguardado acordo comercial com o Mercosul, que promete estabelecer a maior área de livre comércio do mundo. A decisão foi tomada durante uma reunião do Comitê de Representantes Permanentes, apesar da resistência de países como França e Irlanda, preocupados com os impactos no setor agropecuário.
O acordo foi aprovado com maioria qualificada, exigindo o apoio de pelo menos 15 dos 27 Estados-membros da UE, que representam mais de 65% da população do bloco. A Itália, um dos países mais influentes da UE, teve um papel crucial na aprovação, após ter adiado a deliberação devido a preocupações com a agricultura, mas foi convencida por garantias apresentadas por Bruxelas em relação a regras fitossanitárias.
Com a aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está programada para viajar ao Paraguai em 12 de janeiro para a assinatura simbólica do tratado. O acordo incluirá cláusulas de salvaguarda para produtos do setor agropecuário europeu e permitirá intervenções de mercado em caso de flutuações nos preços, refletindo os desafios e as preocupações que surgem com a integração comercial entre os dois blocos.

