Cuba enfrenta colapso econômico com apagões e escassez de alimentos

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Cuba vivencia uma das piores crises econômicas de sua história, caracterizada por apagões frequentes e uma severa escassez de alimentos. Relatos de cidadãos, como de uma costureira em Havana, revelam a realidade de longas horas sem eletricidade e a destruição da rede de proteção social, que antes era um símbolo do regime. Economistas locais, como Omar Everleny Pérez, enfatizam que a situação atual é a mais grave desde a revolução comunista, que completa 67 anos.

As dificuldades econômicas têm raízes em anos de gestão ineficaz e em um embargo comercial imposto pelos Estados Unidos. A população enfrenta racionamento severo de alimentos, com distribuição insatisfatória das cestas básicas, que mal duram alguns dias. Além disso, os preços exorbitantes nos mercados privados dificultam ainda mais a vida dos cubanos, que veem suas economias se desmoronarem diante de uma inflação crescente e da escassez de bens essenciais.

O futuro da economia cubana permanece incerto, com especialistas sugerindo que as reformas são necessárias para estabilizar a situação. O governo cubano, sob a liderança de Miguel Díaz-Canel, tenta implementar mudanças, mas enfrenta resistência e desafios internos. À medida que a crise se aprofunda, o aumento da emigração pode alterar permanentemente o perfil demográfico da ilha, deixando questões sociais e econômicas ainda mais complexas para os que permanecem.

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