A França deve manter sua posição contrária ao acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia durante a votação marcada para esta sexta-feira, 9 de janeiro. O ministro de Relações com o Parlamento, Laurent Panifous, confirmou que o voto será ‘não’, reafirmando o compromisso do governo em proteger os interesses dos agricultores franceses, em meio a protestos contra o tratado em Paris.
A resistência da França, junto com a da Itália, adiou a votação que deveria ter ocorrido em dezembro. O governo francês impõe condições para aprovar o acordo, incluindo salvaguardas contra flutuações de preços e a proibição de mercadorias produzidas com pesticidas proibidos na UE. A votação requer a aprovação de pelo menos 15 dos 27 Estados-membros, representando 65% da população da União.
Uma possível aprovação na reunião de embaixadores pode permitir que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje ao Paraguai em 12 de janeiro para assinar o acordo, encerrando mais de 25 anos de negociações. A Itália se apresenta como um fator crítico, já que sua posição pode influenciar o resultado final e a relação comercial entre a Europa e a América do Sul.

