A retórica do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia reacendeu o interesse histórico dos Estados Unidos pela ilha, considerada vital devido à sua localização estratégica no Ártico. Historicamente, a Groenlândia tem sido objeto de desejo americano por mais de um século, com propostas que variam desde aquisições territoriais até acordos militares. Recentemente, a possibilidade de uma ação militar americana para garantir o controle da ilha voltou a ser mencionada, aumentando as tensões diplomáticas na Europa.
A Groenlândia, com 2,1 milhões de km², ocupa uma posição crucial entre a América do Norte e a Europa, sendo parte do GIUK Gap, um corredor marítimo estratégico. Além de sua importância geopolítica, a ilha abriga valiosos recursos naturais, incluindo petróleo e minerais estratégicos, que se tornaram ainda mais relevantes em um contexto de competição global por recursos. Desde o século XIX, os Estados Unidos tentam ampliar sua influência na região, com tentativas que incluem ofertas de compra e acordos militares com a Dinamarca.
As declarações de Trump sobre a Groenlândia levantam preocupações sobre a estabilidade regional e as relações com a Otan, refletindo um mundo em crescente fragmentação e rivalidade. A retórica agressiva dos EUA, especialmente em um cenário de tensões com a Rússia e a China, pode ter implicações significativas para a segurança e a diplomacia no Ártico. A Groenlândia, que há muito tempo foi vista como um território estratégico silencioso, agora retorna ao centro do debate geopolítico global.

