Intervenção militar na Venezuela pode agravar déficit dos EUA, alertam economistas

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

A recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, anunciada pelo presidente Donald Trump, levanta preocupações sobre os impactos financeiros em um país já atolado em uma dívida de US$ 38 trilhões. Analistas do banco UBS destacam que essa ação militar, embora não implique custos diretos para a manutenção da economia venezuelana, trará implicações financeiras significativas para os EUA, que já enfrentam um déficit fiscal alarmante.

Os economistas ressaltam que a situação fiscal dos Estados Unidos é uma preocupação crescente, especialmente com o déficit acumulado de US$ 439 bilhões apenas no ano fiscal de 2026. A falta de clareza sobre os custos da intervenção na Venezuela e a promessa de que o país não irá investir na economia local, mas sim deixar isso para empresas de petróleo, intensificam as incertezas. Além disso, a recente decisão de adiar aumentos de tarifas sobre produtos também levanta questões sobre a confiabilidade da receita fiscal do governo.

As implicações da operação militar vão além do aspecto financeiro, afetando a confiança dos investidores e a percepção internacional sobre a capacidade dos EUA de gerenciar sua própria economia. Especialistas alertam que, se a situação na Venezuela se transformar em um conflito prolongado, os custos podem escalar rapidamente, aumentando a pressão sobre a já delicada situação fiscal americana. O cenário requer uma avaliação cuidadosa sobre como os EUA procederão doravante em relação a suas políticas externas e suas finanças internas.

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