Três anos após os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, a Advocacia-Geral da União (AGU) busca o ressarcimento dos danos causados nas sedes dos três Poderes em Brasília. Até o momento, apenas R$ 3,3 milhões, ou 12% do total de R$ 26 milhões em perdas, foram bloqueados. A AGU cobra um total de R$ 56 milhões dos condenados, incluindo R$ 30 milhões estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como indenização por danos morais coletivos.
O STF determinou que a indenização de R$ 30 milhões deve ser dividida entre todos os condenados, que incluem figuras públicas como um ex-presidente. No entanto, o valor exato que cada um deverá pagar será definido apenas após o trânsito em julgado das sentenças. Até o presente momento, a AGU já apresentou 36 ações judiciais visando a reparação patrimonial e informou que 810 pessoas foram condenadas, com 395 enfrentando penas por crimes mais graves.
A ineficácia na recuperação dos danos levanta questões sobre a implementação da justiça e os próximos passos legais. A AGU continua a lutar para garantir que os valores arrecadados sejam direcionados à reconstituição dos bens destruídos, mas a falta de pagamentos até agora indica que o processo judicial ainda está longe de uma conclusão. O desenrolar dessas ações poderá impactar a percepção pública sobre a responsabilização dos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro.

