O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, afirmou que a Corte não possui competência para reverter a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central no final de 2025. A declaração ocorreu em meio a uma controvérsia envolvendo uma inspeção solicitada pelo ministro Jhonatan de Jesus, que deve ser suspensa após pressões de instituições financeiras e críticas de especialistas.
Vital do Rêgo explicou que o papel do TCU neste caso é apenas fiscalizar a decisão do Banco Central, e qualquer reversão da liquidação deve ser tratada pelo Supremo Tribunal Federal. Ele destacou que a atuação do TCU respeita os limites constitucionais, sem interferir nas decisões administrativas da autoridade monetária. A liquidação do Banco Master foi motivada por problemas de liquidez e descumprimento de normas prudenciais.
As implicações dessa situação geram preocupações sobre a autonomia do Banco Central e a eficácia da supervisão do TCU. A suspensão da inspeção liderada por Jhonatan de Jesus pode refletir uma tentativa de evitar conflitos desnecessários entre as instituições. A continuidade das investigações e o acompanhamento da situação do Banco Master são essenciais para garantir a transparência e a legalidade das ações tomadas pelas autoridades responsáveis.

