Três anos após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou mais de 800 pessoas envolvidas nas tentativas de minar a democracia brasileira, especialmente durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. As condenações foram apuradas pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, com informações atualizadas até dezembro de 2025, e representam um esforço significativo para responsabilizar os envolvidos nas ações de vandalismo e subversão.
As condenações incluem réus de diferentes núcleos, com penas que variam conforme a gravidade da participação nos atos. O STF realizou 21 sessões ao longo de quatro meses para julgar os réus, resultando em 29 condenações para os núcleos principais, enquanto a maioria dos outros ainda aguarda recursos. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também protocolou 1.734 ações penais, dividindo os réus entre incitadores e executores dos atos.
As implicações dessas condenações vão além das penas de prisão, afetando a elegibilidade dos réus para cargos públicos e resultando na perda de direitos políticos por até oito anos. A situação dos réus em fuga, incluindo aqueles que se encontram no exterior, também levanta questões sobre a eficácia das medidas judiciais e a necessidade de um acompanhamento internacional para a extradição. O STF continua a enfrentar o desafio de garantir a ordem democrática no país frente a tentativas de desestabilização.

