O Banco do Brasil (BBAS3) atravessa um período complicado em 2026, marcado pela deterioração do crédito rural e queda acentuada na rentabilidade, resultando em uma correção significativa das ações da instituição. Após um desempenho excepcional entre 2021 e meados de 2024, as previsões indicam que a recuperação total não deve ocorrer neste ano, conforme analisa um especialista do setor.
A deterioração do cenário é atribuída a fatores conjunturais, incluindo a alta inadimplência entre pequenos e médios produtores, especialmente no Sul do Brasil. O aumento dos custos e um clima adverso no último ciclo agrícola contribuíram para a crise, levando o Banco do Brasil a implementar medidas de renegociação e extensão de prazos para enfrentar a inadimplência de forma eficaz. Apesar das dificuldades, a expectativa é de que o ciclo do agronegócio comece a se acomodar, promovendo uma leve melhora nos resultados.
No entanto, os riscos políticos associados ao fato de o banco ser uma instituição estatal podem influenciar ainda mais a volatilidade das ações, especialmente em um ano eleitoral. A recuperação plena das operações do Banco do Brasil deve ocorrer de maneira gradual, com as previsões apontando para um retorno mais significativo apenas em 2027 ou 2028, refletindo a necessidade de um gerenciamento mais rigoroso dos riscos e uma reavaliação das concessões de crédito.

