PF investiga influenciadores por ataques ao Banco Central no caso Master

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 1 min.

A Polícia Federal (PF) do Brasil iniciou uma investigação para apurar se influenciadores foram contratados para promover ataques coordenados ao Banco Central (BC) relacionados à liquidação do Banco Master. A decisão foi motivada pela identificação, pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), de um ‘volume atípico’ de postagens nas redes sociais, que podem indicar uma ação deliberada contra as autoridades envolvidas na decisão de liquidação.

Os influenciadores Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite, ambos com 1,4 milhão de seguidores, relataram que foram abordados por agências para disseminar a narrativa de que a liquidação do Banco Master foi precipitada. A Febraban está analisando se as postagens, que ocorreram em dezembro, caracterizam um ataque coordenado ao BC, especialmente após uma nota defendendo a atuação da entidade e a preservação de sua autoridade técnica.

A investigação da PF e a análise da Febraban ocorrem em um contexto delicado, onde a confiança no sistema financeiro é fundamental. O desdobramento deste caso pode impactar a percepção pública sobre as instituições financeiras e a condução de políticas econômicas no Brasil. A situação destaca a importância da transparência e da integridade nas comunicações em um ambiente digital cada vez mais influenciado por narrativas externas.

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