O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a proposta de proibir grandes investidores institucionais de adquirirem casas unifamiliares, buscando melhorar o acesso à moradia em um momento crítico, a poucos meses das eleições de meio de mandato. Em suas declarações, Trump enfatizou que “as pessoas moram em casas, não as empresas”, e prometeu divulgar detalhes da iniciativa no Fórum Econômico Mundial, que ocorrerá em Davos, na Suíça.
Essa proposta surge em um cenário de crescente preocupação com a crise habitacional nos EUA, onde os preços das moradias dispararam nos últimos anos, exacerbados pela pandemia e pela falta de oferta. Especialistas apontam que a medida pode ter consequências indesejadas no mercado imobiliário, já que investidores institucionais desempenham um papel importante na oferta de moradias para aluguel. A reação do mercado foi imediata, com quedas nas ações de empresas do setor, como Blackstone e Toll Brothers, que são grandes investidores no segmento de habitação.
As implicações dessa proposta não se restringem apenas ao mercado, mas também ao cenário político do Partido Republicano, que enfrenta desafios antes das eleições. A aprovação do governo Trump caiu para 36%, refletindo a insatisfação popular em relação à economia. Além disso, legisladores republicanos já demonstraram interesse em transformar a proposta em lei, o que pode levar a um debate mais profundo sobre políticas habitacionais nos EUA.

